Nós tínhamos no programa, duas denominações que não tinham sido ainda abordadas pela Confraria... A do branco Valençay que é do (Vale) do Loire (2006)...e um Chateauneuf du Pape (normalmente a "top" da "côtes du Rhone" meridional) do ano de 2003... O branco cumpre o que promete. É jovem, vivo e leve, ele transmite tudo que um vinho desse nível pode ter: da pera, das flores brancas da madressilva, das frutas cítricas (talvez a toranja), da flor de laranjeira, um lado um pouco agridoce, um misto de açúcar e acidez... Concluimos que o Chardonnay teria um bom lugar entre esses vinhos, mas restava um sabor a se descobrir, eu fiquei insatisfeito... Em seguida nós passamos ao Chateauneuf, agradável, equilibrado, encorpado, com odor e sabor que lembram um bom cheiro de couro...e depois, e depois, pode ser por causa das taças específicas e tecnológicas, quase tudo desapareceu...restou apenas a madeira...uma hora depois, nós percebemos o mirtilo e o cassis, e então, bebendo novamente o branco, eu encontrei... aquilo que misturava essa sensação do açúcar acidulado , era o gosto do melão...com certeza e mais precisamente, o melão amarelo...é isso! O melão amarelo...(branco por dentro) e não se sentia nada além disso!!! Totalmente evidente...A gente compreende melhor porquê no final da degustação, uma hora depois eu proponho degustar de novo... a gente sempre descobre mais coisas...