le blog de la confrérie du vin français au Brésil... o blog da confraria do vinho francês no brasil
Quando Fabio Dabbur anunciou que seríamos algo em torno de 20 pessoas para a degustação programada para o dia da minha chegada ao Brasil, eu fiquei um pouco apreensivo, mas no final tudo correu bem com a participação de todos...
Além dos 8 vinhos franceses que havíamos selecionado junto com Fábio (2 brancos e 6 tintos) os nossos convidados nos levaram 3 vinhos do novo mundo. Daí então nós tínhamos 11 vinhos, um belo desafio, mas com os participantes motivados, tudo correu bem.
Após alguns conselhos básicos, entramos no tema principal. Com relação ao vinhos brancos, o Bordeaux se sobrepôs ao Borgogne, mas os convidados perceberam que eles deveriam estar um pouco mais frescos... atenção então com relação à temperatura para degustação dos vinhos brancos, sobretudo quando o calor não é asfixiante (fazia em torno de 23/24 graus no apartamento de cobertura na "selva de pedra" apelido dado a São Paulo). Mas percebi que nossos amigos brasileiros preferiam vinhos tintos, mesmo se tivessem dado uma média razoavel ao Bordeaux branco proposto pelo Fabio.
Nós não tínhamos toda a diversidade dos tintos da nossa terra, mas assim mesmo eu tinha de tentar mostrar o vinho francês por tipo de uva e os diferentes produtos. Um Saint-Emillion grand cru 2001, um grand cru de Pessac Leognan 2006, os « terrasses do Larzac » de Sébastien Fillon 2004, um Gigondas 2006 e um Saumur 2006 e outro Bordeaux 2004. Esses vinhos foram apreciados, exceção feita talvez ao Saumur julgado ácido, todos ficaram dentro da média: o Gigondas decepcionante em relação a amostra provada por mim por ocasião (da feira) dos produtores independentes e o Bordeaux 2004, fortemente recomendado ao Fabio por um cavista parisiense, em torno de 10,5 e os demais em torno de 13 ou 14/20 (no Brasil as notas na escola vão até 10, é preciso pensar nisso para as próximas fichas de degustação). Mas a grande surpresa ficou por conta dos vinhos do novo mundo: um argentino e mais ainda, um uruguaio que causaram supresa aos participantes quando os rótulos foram revelados. Eles obtiveram média 15 e 16 e mesmo alguns deram 17 ao impetuoso uruguaio. Um australiano veio completar essa visão de um mundo menos complexo e revelado pelo prazer expresso sem o constrangimento intelectual dos rótulos. Este exercício mostra a complementariedade dos diferentes vinhos que não concorrem entre si apenas para saber qual é "o melhor", mas que também dão prazer exprimindo suas diferenças e toda a "cultura do vinho" que há...
Grande momento de cultura, de amizade e de felicidade, sucesso sobre todos os pontos de vista e também graças à atenção e dinamismo da Esperança, a dona da casa, que regularmente nos ofereceu petiscos e outras verrines deliciosas e sem exageros no tempero para que mantivéssemos nossas faculdades degustativas intactas para a degustação... Obrigado a essas senhoras por terem aceito de vir sem perfume para não confundir nossas capacidades olfativas e a todos pelas seriedade e gentileza durante as duas horas e meia de degustação... à Marina por toda sua ajuda e suas fotos!!!...
A Confraria do Vinho francês e sua nova divisa « fraternité, culture du vin, bonheur » (« fraternidade, cultura do vinho, felicidade »)... Até breve para novas aventuras...