le blog de la confrérie du vin français au Brésil... o blog da confraria do vinho francês no brasil
Noite de gala com os juízes e advogados de Santa Catarina...
Assim como Danielle, jovem juíza catarinense que aproveitou a proposta que eu lhe havia feito, de formar um grupo de colegas de trabalho para um curso de degustação em Florianópolis, eram 14, as pessoas que, na sexta-feira dia 20, se reuniram para aprender à degustar e fazer uma bela viagem através do patrimônio dos vinhos franceses...
Por ordem de chegada, 5 regiões, Sul da França, Borgonha, Vale do Loire, Bordeaux, e Côtes Du Rhône do Norte (Crozes-Hermitages) e do sul (Sablet)... os vinhos franceses saíram do seu lugar de destaque, para seduzir os amadores de todos os níveis.
Danielle, no entanto, francófila e francófona, tinha verdadeira saudade de sua estadia prolongada em Lyon (quase 3 anos)... outra francófona, Bernadette nos convidou para ir ao salão de festas de seu edifício, que se tornou um Espaço Gourmet, obrigada Bernadette.
Esta bela mesa, portanto, participou a quase um tour pela França dos vinhos. Chardonnay, Viognier 2010, vinho do país d´Oc de Laurent Miquel que fez a felicidade dos finos palácios, foram detectados pelos nossos amadores dos aromas de frutas como o pêssego ou abricot e um pouco de flor branca... reflexos verdes mostraram a sua juventude e vigor, confirmados por um frescor na boca, mesmo se o orador muito falou para que o vinho ficasse nas taças dos alunos educados, numa temperatura aceitável (entre 8 e 10° para esse tipo de vinho branco leve).
Um Chablis 2006 decepcionou a maior parte dos convivas... Mas esse fato permitiu atingir um dos objetivos, que é saber se um vinho tem defeitos ou não. Isso já é uma evolução e é necessário dizer que a deformação do gosto, no qual, o aroma de oxidação, foi o tema principal, pode ser devido a uma rolha plástica, incompreensível para uma garrafa vendida aqui nos arredores por 40 ou 50 euros (mais de 100 reais).
A página Chablis foi virada e viajamos (não muito longe) para o Vale do Loire em Cheverny.. um conviva disse: “..mas Cheverny é o castelo de Tintin...” e sim, é bem isso...o Vale do Loire e seus castelos.. este é um “Domaine Du Salvard 2008”, fresco e com frutas vermelhas cruas (framboesa, morango...) ele é o representante destes vermelhos tipicamente franceses, com certo frescor e dinamismo...composto de 60% de pinot negro, 30% de Gamay e 10% de Cabernet franc... frescor e equilíbrio.
Em seguida partimos para as terras dos grandes Bordeaux... em direção de Saint Emillion, mais exatamente, Saint-Georges-Saint-Emillion ou o Castelo Tour Du Pas Saint-Georges.. 2003 nos mostrou seus reflexos acobreados, cor de âmbar e sua borda transparente, típico dos vinhos evoluídos... os taninos derretidos, pronto para beber agora, entre os aromas citados, tivemos cacau e pimentão, ver curso precedente, o pimentão mostra a presença do Cabernet Sauvignon ou do Cabernet Franc, mesmo se neste vinho, são minoritários (no merlot, majoritários).
Após uma pausa bem merecida e a descoberta dos rótulos destes 4 primeiros, partimos para as terras da Syrah com um Crozes-Hermitage do Colombo, que eu tinha degustado no stand de seu importador Décanter no salão de São Paulo com a reponsável export Du domaine... ele deslumbrou e seduziu uma boa parte dos presentes... riqueza, fineza, docilidade para um 2006... as frutas vermelhas cozidas, o alcaçuz, a força e o frescor... e breve.. a felicidade.
Para acabar explodimos em companhia do Sablet de Célébrity... uma mistura de Grenache e Syrah...uma força, uma potência ainda superior... mas não vou mais longe...nada é melhor do que descobri-los..
No momento do balanço, 4 dos 6 vinhos tinham seus adeptos, le Chardonnay-Viognier, pela sua fineza e seu lado prazer, o Bordeaux pela sua complexidade, seu carvalho e sua elegância e os dois Côtes du Rhône, pela distinção pura do primeiro e a potência substancial do segundo..
Até a próxima...que poderá ser com os franceses efervescentes...a seguir