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le blog de la confrérie du vin français au Brésil... o blog da confraria do vinho francês no brasil

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Por que degustar “às cegas”?

 

Por que degustar “às cegas”?

Vocês sabem (para aqueles que acompanham este blog há dois anos), nós somos partidários da degustação “às cegas”, ou mais que isso... sem rótulos, porquê na verdade, o que se vê, pesa muito... Mas não seria muito “esnobe” ou mesmo estranho privar o consumidor da informação para julgar a qualidade de um vinho?...

Para começar, o que eu tenho a dizer é que, na primeira parte do curso, a degustação é feita “às cegas” e em seguida nós vemos os rótulos e degustamos novamente os vinhos...

Para mim, um vinho é como uma obra de arte... e não uma marca... é a uva, é o trabalho do homem para se conseguir um produto excepcional...

Eu vejo isso como uma visita a um museu de arte, pintura ou escultura, por exemplo, assim que entrássemos numa sala onde os nomes dos artistas e as datas em que as obras foram produzidas foram removidos... Certamente os detentores de maior conhecimento sobre pintura e escultura teriam uma vantagem sobre os demais... mas no fundo olharíamos as obras com menos prioridade e, notaríamos o que realmente mexe conosco, o que realmente chama a nossa atenção. O guia turístico que nos acompanha tentaria nos dar elementos para nos ajudar a compreender, um movimento, a perspectiva, a profundidade do olhar de um ou outro personagem, a técnica de pintura... Voltaríamos uma segunda vez à mesma sala onde poderíamos saber com certeza, ou até mesmo testar nossas hipóteses sobre quem a fez, em que ano, sob quais circunstâncias e até mesmo, quanto custaria determinada obra...

Para mim, a primeira fase acompanhada de um guia ou professor é importante, ela está ligada à emoção, ao sentir antes de julgar... Este exemplo não é aplicável a todas as situações, pois obviamente as pessoas detêm mais conhecimento sobre as artes plásticas do que sobre enologia... É muito mais fácil reconhecer um Picasso ou um Da Vinci numa exposição do que um vinho em meio a outros quatro ou cinco. Mas o principal é a emoção... é bonito? é bom? E em seguida nós aprendemos... uma certa concepção pedagógica...

Até breve para visitarmos obras de arte líquidas...

Traduzido por Elizabeth B Leme

 

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