le blog de la confrérie du vin français au Brésil... o blog da confraria do vinho francês no brasil
Há quase 40 anos (para perceber isto, basta olhar o meu tamanho nas fotos), meu avô decidiu "abrir" a sua própria adega, para refazer, ele mesmo, a maior parte de seu vinho. Durante várias décadas, ele havia decidido (e seu pai antes dele) confiar a sua colheita, a safra, à adega cooperativa, localizada em frente à sua casa, suas uvas eram misturadas com as uvas dos outros associados, outros proprietários da mesma aldeia.
Mas os tempos mudaram e, com alguns "malucos" cheios de vontade de melhorar a qualidade e de parar de fazer em quantidade a qualquer preço, inspirados por um movimento coletivo, eles se lançaram na aventura de uma adega privada. Um dos símbolos foi aquele de se equipar com tonéis de carvalho (de segunda mão) em vez de aderir a moda da época, que era a de se equipar com grandes reservatórios de cimento.
Portanto, se bem me lembro, mais de 12 barris foram gradualmente, atingindo uma dimensão de 6000-12000 litros para fazer vinhos varietais separadamente de cada parcela da propriedade.
Então é claro que a madeira tem alguns inconvenientes ... é preciso inflá-la para que o vinho não escape, é preciso limpá-la entre os barris e isso envolve riscos, etc etc ... mas retrocedendo um pouco, antigamente também era um sinal de compromisso com a qualidade e fazia parte do projeto ...
Hoje em dia são utilizadas diferentes técnicas, a vinificação é feita mais frequentemente em reservatórios de inox e o envelhecimento é feito em barris mais ou menos grossos e mais ou menos novos, dependendo dos meios de que dispõe cada proprietário e também do gosto mais ou menos acentuado da madeira que se quer evidenciar no vinho...
A primeira garrafa com seu rótulo e seu lacre, foi lançado em 1974, um grande orgulho...
Traduzido por Lizabeth Bosa Leme